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Educação de Jovens e Adultos (EJA)

5 fatos sobre a Educação de Jovens e Adultos (EJA) que você provavelmente não sabia

18 de setembro de 2025

A Educação de Jovens e Adultos, mais conhecida como EJA, é uma das políticas educacionais mais importantes — e, ao mesmo tempo, uma das menos conhecidas e valorizadas pela sociedade. 

Criada para garantir o direito à educação básica para quem não pôde estudar na idade esperada, a EJA carrega histórias de superação, desafios cotidianos e uma importância social gigantesca.

Neste artigo, reunimos 5 fatos sobre a EJA que mostram por que essa modalidade é essencial para a construção de um país mais justo, com oportunidades reais para todas as pessoas.

1. A EJA atende milhões de brasileiros que não terminaram os estudos

Segundo a PNAD Contínua 2024 (IBGE), o Brasil ainda tem mais de 9 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler ou escrever. E segundo o Censo Escolar 2024, apenas 2,4 milhões de educandos estão matriculados na EJA.

Isso mostra um grande abismo: há muita gente que precisa da EJA, mas ainda está fora dela. Seja por falta de informação, oferta limitada ou obstáculos sociais como trabalho, cuidado com a família e deslocamento, entre outros.

A EJA existe justamente para corrigir esse desequilíbrio histórico, garantindo o acesso ao direito de aprender para todas as faixas etárias.

2. A EJA é oferecida em todas as etapas da educação básica

Muita gente acha que a EJA é uma alternativa apenas para o ensino fundamental. Mas a verdade é que ela abrange tanto o ensino fundamental quanto o ensino médio. Veja como funciona:

  • EJA Ensino Fundamental: voltada para pessoas com 15 anos ou mais que não completaram essa etapa.
  • EJA Ensino Médio: voltada para maiores de 18 anos que desejam concluir o ensino médio.

Cada etapa tem uma organização própria, com currículo específico para essa modalidade, carga horária reduzida e metodologias voltadas à realidade dos educandos. 

Além disso, existem formas de atendimento presencial e a distância (EaD), que ajudam a ampliar o alcance da EJA, especialmente em regiões mais afastadas.

3. A EJA atende um público diverso

Uma das maiores riquezas (e também desafios) da EJA é a diversidade dos sujeitos que dela fazem parte.

Nas salas de aula da EJA estão:

  • Jovens, adultos e idosos que não tiveram a oportunidade de estudar na infância;

  • Trabalhadores que precisaram abandonar os estudos para garantir a sobrevivência;

  • Mulheres que não estudaram na infância porque os pais não deixavam (diziam que se aprendessem a ler iriam escrever carta para namorados) ou interromperam os estudos por conta da maternidade;

  • Pessoas em situação de vulnerabilidade social;

  • Jovens em conflito com a lei.

Essa pluralidade exige uma abordagem educativa que vá além da transmissão de conteúdo. A EJA precisa acolher trajetórias, reconhecer saberes de vida e respeitar o tempo de cada um.

4. Paulo Freire é referência para a EJA até hoje

Quando se fala em EJA, é impossível não lembrar de Paulo Freire, um dos maiores educadores brasileiros e referência mundial em educação popular.

Freire defendia que a alfabetização emancipadora possibilita Ler o Mundo e a palavra, além de compreender a realidade e atuar nela de forma consciente.

Seus princípios continuam influenciando práticas pedagógicas na EJA até hoje:

  • Valorização da experiência do educando;

  • Construção coletiva do conhecimento;

  • Diálogo entre educador e educando como eixo do processo educativo;

  • Educação como prática de liberdade.

Muitos projetos e políticas públicas de EJA são inspirados na pedagogia freiriana, reforçando o compromisso com uma educação libertadora, crítica e enraizada no contexto social de cada pessoa.

5. A EJA transforma vidas, e o impacto vai além da sala de aula

Frequentar uma sala de aula da EJA não é apenas “voltar a estudar”. Para muitos, é a primeira vez que têm a oportunidade real de aprender com apoio, respeito e propósito

E o impacto é visível:

  • Pessoas que conquistam autonomia para ler placas, letreiros de ônibus e com isso transitar autonomamente na sociedade letrada;

  • Mães e pais que passam a valorizar mais a educação de seus filhos;

  • Trabalhadores que conseguem melhores oportunidades de emprego;

  • Idosos que ganham autoestima e ampliam sua participação social;

  • Cidadãos que voltam a acreditar que possuem saberes construídos ao longo da vida.

A EJA é, portanto, um caminho de resgate da dignidade, da cidadania e da esperança.

E o que falta para a EJA alcançar mais pessoas?

Apesar de sua importância, a EJA ainda enfrenta muitos desafios no Brasil:

  • Baixa taxa de permanência dos educandos;

  • Pouca visibilidade na mídia e nas políticas públicas;

  • Falta de valorização e formação continuada dos educadores;

  • Ausência de ações intersetoriais que integrem educação, assistência social e saúde;

  • Oferta irregular, principalmente em zonas rurais ou regiões periféricas.

Conheça o ALFA-EJA Brasil

O ALFA-EJA Brasil é um projeto realizado pelo Instituto Paulo Freire, em parceria com a Petrobras, que atua para fortalecer a Educação de Jovens, Adultos e Idosos em regiões estratégicas do norte e nordeste do país.

A proposta parte da escuta dos territórios e aposta em ações como:

  • Formação de educadores(as) da EJA;

  • Assessoria pedagógica às redes municipais;

  • Criação e distribuição de materiais didáticos;

  • Oficinas, encontros e eventos com a comunidade;

  • Ampliação do acesso à informação e valorização da EJA.

A missão do projeto é garantir que mais pessoas tenham a chance de retomar os estudos com dignidade, afeto e apoio. Acompanhe nas redes sociais: @alfaejabrasil

Vamos juntos construir um Brasil onde a educação seja, de fato, para todos(as).

 

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