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EJA

ALFA-EJA Brasil destaca papel da educação para a justiça climática na COP 30

19 de novembro de 2025

30ª Conferência das Partes sobre Mudança do Clima (COP 30), realizada em Belém (PA), foi palco de uma participação inédita e estratégica do projeto ALFA-EJA Brasil, iniciativa do Instituto de Educação e Direitos Humanos Paulo Freire, com parceria da Petrobras. Com uma delegação de 13 integrantes — entre educadoras formadoras, especialistas em educação, equipes de logística e comunicação — o projeto esteve presente na Conferência entre os dias 10 e 12 de novembro e levou ao centro das discussões climáticas globais a defesa de que não há justiça climática sem educação de jovens e adultos.

Um estande que virou ponto de encontro de direitos humanos

Neste ano, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) reforçou seu compromisso com a integração entre direitos humanos e agenda climática, disponibilizando um estande na Zona Verde da COP 30. O espaço tornou-se um ponto de encontro de governos, movimentos sociais, povos e comunidades tradicionais, organizações da sociedade civil e organismos nacionais e internacionais — todos reunidos para fortalecer alianças e ampliar a visibilidade de iniciativas que conectam a promoção de direitos humanos às ações contra a crise climática.

Foi nesse ambiente de diálogo e articulação que o ALFA-EJA Brasil apresentou suas experiências e metodologias de educação popular voltadas para a cidadania socioambiental. O projeto destacou a importância da alfabetização e da formação crítica de jovens, adultos e idosos como base para uma participação social que responda aos desafios ambientais contemporâneos.

A voz da EJA ao lado da ministra dos Direitos Humanos

No estande do MDHC, o especialista em educação Almerico Lima, integrante do projeto, dividiu mesa com a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, na palestra “A EJA e a Justiça Climática”. Em sua fala, Almerico ressaltou que o conhecimento é chave para enfrentar desigualdades históricas, afirmando que a educação de jovens e adultos é um caminho poderoso para o fortalecimento de direitos, para a compreensão da crise climática e para a construção de sociedades mais justas.

“Transformar o mundo começa com a educação”, reforçou, destacando como a EJA pode preparar comunidades vulnerabilizadas para compreender riscos, lutar por políticas públicas e participar ativamente das decisões que moldam seu território.

Do debate científico ao diálogo comunitário: presença ampliada na UFPA

Após a programação no estande do MDHC, a delegação do ALFA-EJA Brasil seguiu para a Universidade Federal do Pará (UFPA). Lá participou do Puxirum de Mulheres Defensoras de Direitos Humanos e Socioambientais da Amazônia, encontro que reuniu lideranças femininas de diversos territórios amazônicos.

Ainda na UFPA, o projeto marcou presença na Cúpula dos Povos, espaço que reúne movimentos sociais e organizações de base durante a COP. Almerico Lima voltou a palestrar — desta vez sobre “A Educação e Luta de Classes Diante da Crise Climática”, abordando como a vulnerabilidade climática se entrelaça com desigualdades sociais, econômicas e históricas.

Material educativo para fortalecer a mobilização

Durante os três dias de participação na COP 30, a equipe do ALFA-EJA Brasil distribuiu dezenas de kits com ecobags, folders, blocos de anotações,  cadernetas e canetas com a identidade visual do projeto. O material, além de apresentar o propósito da iniciativa que conta com a parceria da Petrobras, também serviu como ferramenta de sensibilização sobre o papel da educação na construção de uma transição ecológica justa.

Educação como pilar da ação climática

A presença do ALFA-EJA Brasil na COP 30 reforçou um recado fundamental: enfrentar a crise climática exige garantir acesso ao conhecimento, ao letramento e à participação social de todas as pessoas, especialmente aquelas historicamente excluídas das políticas públicas.

Ao incorporar a EJA na agenda ambiental, o projeto mostrou que a transição justa começa pela inclusão — e que educar é, também, uma forma de defender direitos e proteger o planeta.

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