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EJA

ALFA-EJA Brasil dá voz a educandos da EJA por meio da escrita autobiográfica

03 de novembro de 2025

Já imaginou um estudante da Educação de Jovens e Adultos (EJA) escrevendo a própria autobiografia? É exatamente isso que aconteceu nas Oficinas “Minha história dá um livro”, do Projeto ALFA-EJA Brasil, realizadas entre 27 de outubro e 14 de novembro. A iniciativa foi realizada pelo Instituto Paulo Freire e tem a parceria da Petrobras.

O Projeto reúne educandos da EJA, de 14 municípios participantes, oferecendo um espaço de diálogo, reflexão e protagonismo. Entre as cidades atendidas estão: Carauari (AM), Coari (AM), Oiapoque (AP), Belém (PA), Fortaleza (CE), Caucaia (CE), Icapuí (CE), Alto do Rodrigues (RN), Conde (BA), São Francisco do Conde (BA), Santa Luzia do Itanhy (SE), Brejo Grande (SE), Ipojuca (PE) e Cabo de Santo Agostinho (PE).

Educandos escrevem suas histórias de vida

Com o tema “Reflexões sobre histórias de vida”, as oficinas estimularam a leitura, a escrita autobiográfica e a construção coletiva de narrativas, valorizando as experiências de cada participante — um princípio da metodologia freiriana. A programação incluiu leitura de trechos da obra de Carolina Maria de Jesus, obra literária de uma mulher negra e de origem popular, que inspira reflexão sobre identidade, história e transformação social.

“A oficina foi um convite para que os educandos e as educandas reconheçam o valor de suas histórias e percebam que cada trajetória pode, sim, virar um livro. É um momento de escuta, diálogo e respeito, em que todos aprendem uns com os outros”, explica Sônia Couto, educadora formadora do Projeto.

Reflexões sobre a obra de Carolina Maria de Jesus

Cada município contou com duas turmas de 30 estudantes, participando de quatro encontros de duas horas, conduzidos por educadores articuladores sociais e educadores das turmas. Durante as atividades, os educandos da EJA refletiram sobre sua história, dialogaram com trechos da autobiografia de Carolina Maria de Jesus e produziram sua própria narrativa, podendo recorrer à ilustração ou à oralidade quando necessário.

A iniciativa promoveu diálogo, escuta e valorização das trajetórias individuais, fortalecendo a autoestima e incentivando os educandos a reconhecerem suas histórias como experiências valiosas e transformadoras.

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